- Autor
- Marcelo Gonçalves Rodrigues
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 8 / 3
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.26512/rfmc.v8i3.34499
- Páginas
- 105-136
- Idioma
- pt
O presente artigo se propõe a uma análise da conjuntura de mal-estar global resultante do período de pandemia, do COVID-19, no qual houve a intensificação nos usos das novas tecnologias. O cenário aponta para uma realidade cuja objetividade material efetiva, cada vez mais, um sistema de tecnocracia, sendo a inteligência artificial dos algoritmos as balizas para sua implementação definitiva com destaque para monitoramentos, vigilâncias, automação, previsão e controle de corpos e mentes. A crise do coronavírus acelerou com demasiada radicalidade mudanças em inúmeros setores da sociedade e da subjetividade humana. Portanto, esse período crítico de mal-estar tem como produto direto a apresentação da Quarta Revolução Industrial ou indústria 4.0 munida de sistemas ubíquos e de computação quântica interconectados para a captura de dados e direcionamento das ações humanas.
