- Autor
- Eros Moreira Carvalho
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 13 / 1
- Ano
- 2009
- DOI
- 10.5216/phi.v13i1.5773
- Páginas
- 35-65
- Idioma
- pt
O fundacionista precisa lidar com dois problemas fundamentais: (i) explicar como um item justificador provê justificação sem ele mesmo precisar de justificação e (ii) determinar o estatuto epistêmico do item justificador básico. Burdzinksi (Burdzinski 2007), na mesa linha de Sellars e Bonjour, argumenta que a experiência perceptiva não tem como ser uma resposta ao primeiro problema, pois, se o seu conteúdo não for proposicional, ela não provê justificação, e se for, ela tanto provê quanto carece de justificação. Minha proposta é que a experiência perceptiva justifica em virtude da sua natureza representacional. O ato de tomar o conteúdo de uma percepção pelo seu valor de face está justificado até que haja uma razão em contrário, ou seja, este ato está justificado prima facie. Isto nos força a responder o segundo problema afirmando que o justificador básico não é infalível. Esta resposta falibilista desagrada ao cético, mas é a melhor resposta fundacionista ao regresso epistêmico.
