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Algumas considerações sobre a questão do suicídio na filosofia de Arthur Schopenhauer

Élcio José dos Santos

Autor
Élcio José dos Santos
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
1 / 2
Ano
2010
DOI
10.5902/2179378634121
Páginas
23-32
Idioma
pt
2010Élcio José dos Santos. Algumas considerações sobre a questão do suicídio na filosofia de Arthur Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 1, n. 2, p. 23-32, 2010.2

O objetivo do presente texto é abordar algumas questões referentes à posição de Schopenhauer acerca do suicídio. Se viver é sofrer, somente a dor é positiva, vida e morte são meras ilusões. Se o mundo constitui o inferno, seria o suicídio a forma mais eficiente de escapar ao martírio da vida? De acordo com o filósofo, não. O suicídio não passa de um equívoco, pois ao destruir o corpo o indivíduo não nega a Vontade, mas a afirma, sendo que o corpo é apenas o fenômeno dessa Vontade. No entanto, também não há motivos para o suicídio ser considerado um crime. A moral utilizada pelos filósofos europeus não tem bases para condená-lo, mas somente a partir de um ponto de vista ascético é que podemos entender porque é errado matar a si próprio.