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Alienação: nominalismo e ambiguidade referencial no "jovem Marx"

Felipe Taufer

Autor
Felipe Taufer
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
29 / 60
Ano
2022
DOI
10.21680/1983-2109.2022v29n60ID28968
Páginas
381-415
Idioma
pt
2022Felipe Taufer. Alienação: nominalismo e ambiguidade referencial no "jovem Marx". Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 29, n. 60, p. 381-415, 2022.4

A tese principal deste artigo é que se nos perguntarmos pela referência do conceito “alienação”, nos encontraremos na posição de ter que admitir que ela é ambígua. Faço uso do termo ambiguidade referencial para apontar duas fontes de ambiguidade: (i) pode se referir ao trabalho como objeto ou sujeito da alienação; (ii) pode designar ou não uma referência. Argumento a literatura marxista de apoio não explicitou essa ambiguidade, pois está presa no paradigma de uma “leitura genitivo-subjetiva”. Não se trata, porém, de defender uma “leitura genitivo-objetiva”, mas mostrar que a sua plausibilidade ajuda a esclarecer que os textos do “jovem Marx” eram ambíguos. Para isso, procuro mostrar o que uma “leitura genitivo-objetiva” diria sobre três contextos específicos de uso de “alienação” e “estranhamento”: Manuscritos de 1844 (parte 1), A Sagrada Família e A Ideologia Alemã (parte 2). Busco também explicitar como essa leitura só faz sentido sob a pressuposição de um nominalismo semântico.