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Amnésia psicogênica: implicações para o senso de si mesmo diacrônico

Beatriz Sorrentino Marques

Autor
Beatriz Sorrentino Marques
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
10 / 3
Ano
2019
DOI
10.5902/2179378640389
Páginas
129 - 149
Idioma
en
2019Beatriz Sorrentino Marques. Amnésia psicogênica: implicações para o senso de si mesmo diacrônico. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 10, n. 3, p. 129 - 149, 2019.2

Tradicionalmente, a questão da identidade pessoal é considerada a questão a respeito ao que faz uma pessoa ser a mesma ao longo do tempo. Recentemente, porém, atenção à experiência fenomênica trouxe uma nova perspectiva ao debate. À luz dessa mudança de perspectiva, Klein sugere que indivíduos com amnésia episódica retrógrada retêm uma noção de quem são, além de terem senso de continuidade. Ele, portanto, argumenta que a memória episódica não é necessária para se ter sensação de si mesmo diacrônica. Desafiamos a conclusão de Klein apontando que existem tipos mais extremos de amnésia—amnésia psicogênica—que parecem problemáticos à sua proposta de que o senso de continuidade é suficiente para se ter sensação de si mesmo diacrônico. Esse é o caso, porque alguns exemplos de amnésia psicogênica são casos de amnésia dissociativa, que mostram que ter uma experiência consciente contínua não resolve o problema.