An Enactivist Critique of the Non-Conceptualist Argument for the Richness of Perception and Its Model of Perceptual Content
Vinícius Francisco Apolinário
- Autor
- Vinícius Francisco Apolinário
- Revista
- Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
- Edição
- 32 / 69
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.21680/1983-2109.2026v33n70ID39202
- Idioma
- en
Neste artigo, buscaremos analisar criticamente o argumento não-conceitualista da riqueza da percepção a partir da tradição enativista sensório-motora. De acordo com os não-conceitualistas, o conteúdo da percepção é muito mais rico e detalhado do que o conteúdo das nossas crenças. O modelo de conteúdo perceptual não-conceitualista assume que possuímos uma representação interna e detalhada do ambiente. A abordagem enativista rejeita a ideia de que construímos representações internas do ambiente para percebermos. O fato de que possuímos acesso imediato ao ambiente por meio das habilidades sensório-motoras torna dispensável a reconstrução do ambiente na forma de representações mentais. Se esse é o caso, o argumento da riqueza da percepção não é adequado para defender uma abordagem não-conceitualista. Nossa sugestão é que o enativismo explica melhor o caráter não-conceitual da percepção sem postular a necessidade de representações internas e detalhadas do ambiente.
