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Arbitrismo e governo eclesiástico no Peru do século XVII: o memorial de Luis de Ribera

Flavia Silva Barros

Autor
Flavia Silva Barros
Revista
Antíteses
Edição
14 / 28
Ano
2022
DOI
10.5433/1984-3356.2021v14n28p516
Páginas
516-542
Idioma
pt
2022Flavia Silva Barros. Arbitrismo e governo eclesiástico no Peru do século XVII: o memorial de Luis de Ribera. Antíteses, v. 14, n. 28, p. 516-542, 2022.1

O objetivo deste trabalho é refletir sobre a função política dos arbítrios, através de um memorial escrito por Luis de Ribera, que trata de um tema referente ao governo eclesiástico do Peru. Os arbítrios eram propostas endereçadas ao rei para a solução de problemas em vários âmbitos do governo, especialmente questões financeiras. Tiveram seu auge na Espanha a partir de meados do século XVI, e desde as primeiras décadas do século XVII pode-se observar um arbitrismo centrado em questões americanas, ainda que em menor proporção que o arbitrismo castelhano. As questões eclesiásticas tinham grande importância nos territórios espanhóis na América, devido à soberania sobre as novas terras ter sido justificada pela evangelização dos naturais. O memorial de Ribera oferecia uma solução para uma destas questões, a rivalidade entre as ordens religiosas e o clero secular; a partir dele, vamos considerar a influência desses escritos nas questões políticas.