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Arendt e Kant: banalidade do mal e mal radical

Adriano Correia

Autor
Adriano Correia
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
9
Ano
2013
DOI
10.36517/Argumentos.5.9.19002
Idioma
pt
2013Adriano Correia. Arendt e Kant: banalidade do mal e mal radical. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 9, 2013.1

Em Origens do totalitarismo Hannah Arendt emprega o termo mal radical, compreendido como mal absoluto, para se referir à fabricação da superfluidade nos campos de extermínio. Em Eichmann em Jerusalém ela emprega a expressão banalidade do mal para se referir à conduta de indivíduos como Adolf K. Eichmann, que em sua superficialidade teriam testemunhado um descompasso inédito entre a estatura do malfeitor e das transgressões cometidas. Pretendo examinar nesse texto o uso dessas expressões por Arendt, notadamente a partir de suas referências à reflexão kantiana sobre o mal radical.