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Aristófanes e Platão: o poeta na pólis

Ana Maria César Pompeu

Autor
Ana Maria César Pompeu
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
12
Ano
2015
DOI
10.36517/Argumentos.6.12.19061
Idioma
pt
2015Ana Maria César Pompeu. Aristófanes e Platão: o poeta na pólis. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 12, 2015.1

Nossa pesquisa tem como objetivo geral identificar nas comédias de Aristófanes a figura do poeta e sua atuação na cidade como educador do povo, estabelecendo um diálogo entre a crítica platônica à poesia e às desordens da pólis e a instituição do discurso justo pelo poeta cômico nas comédias aristofânicas. Este artigo tratará mais especificamente da relação entre mímesis e Eros nos dois autores. Platão usa Aristófanes no Banquete na qualidade de comediógrafo para tornar claro o caminho para Sócrates, e o poeta, como nas comédias, combina frequentemente o ridículo com o materialismo para a reparadora função de retornar das distorções da vida política para a natureza. Em Tesmoforiantes, nós assistimos a uma verdadeira retirada da máscara do teatro, numa crítica aos fundamentos da representação séria, a trágica, por utilizar atores homens em papéis femininos, ficando o ridículo manifesto pelo travestimento, no palco, do parente de Eurípides em uma velha mulher.