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ARISTOTELISMO E MECANICISMO NA CONCEPÇÃO DE LEIBNIZ SOBRE A MATÉRIA

DJALMA MEDEIROS

Tese
Autor
DJALMA MEDEIROS
Orientador(a)
CARLOS ALBERTO RIBEIRO DE MOURA
Universidade
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2011
2011DJALMA MEDEIROS. ARISTOTELISMO E MECANICISMO NA CONCEPÇÃO DE LEIBNIZ SOBRE A MATÉRIA. 2011. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): CARLOS ALBERTO RIBEIRO DE MOURA.3

A concepção de matéria que emerge da dinâmica leibniziana é interessante pelo modo em que junta e contrapõe aristotelismo e mecanicismo. Embora Leibniz freqüentemente use um vocabulário aristotélico, às vezes parece reorientá-lo inteiramente para emoldurá-lo aos seus conceitos, enquanto outras o utiliza de maneira a sugerir não somente uma continuidade lexical, mas também conceitual. Leibniz retém do aristotelismo a noção que nos corpos há um princípio ativo e atual, do qual resultam sua substancialidade e potência de produzir efeitos, e, ademais, que há uma causa final atuante na natureza, como os aspectos potencial e teleológico da força viva indicam. E se é verdade que ele rejeita a noção cartesiana que a extensão é a essência dos corpos, entretanto, mantém que magnitude, figura e movimento são necessários para uma descrição dos fenômenos naturais.