ARTE E VERDADE: DA IMITAÇÃO À APRESENTAÇÃO DA VERDADE EM PLATÃO E HEGEL
Almir Ferreira da Silva Junior
- Autor
- Almir Ferreira da Silva Junior
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 3 / 6
- Ano
- 2013
- DOI
- 10.26694/pensando.v3i6.986
- Páginas
- 16-26
- Idioma
- pt
A comunicação tem como propósito uma análise comparativa sobre o problema filosófico da arte como expressão de verdade, tendo em vista o idealismo platônico e o idealismo estético moderno de G.W. Hegel. Parte-se da hipótese que a presente análise sustenta uma relação paradoxal entre ambas as propostas idealistas, na medida em que se em Platão é afirmada a tese da arte como distanciamento da verdade, considerando o seu caráter essencialmente mimético, em Hegel, a arte ao constituir-se como momento de realização efetiva (Wirklichkeit) do Espírito só pode ser assim compreendida a partir do paradigma da ideia, de inspiração platônica. Ressalta-se a compreensão da arte oriunda da teoria metafísica platônica e de sua concepção idealista de aisthesis, bem como o caráter científico da estética, segundo Hegel, cuja fundamentação filosófica reivindica a compreensão da ideia, enquanto razão absoluta que se autodesdobra historicamente e se efetiva nos limites da finitude sensível. Pretende-se mostrar que a pretensa superação hegeliana da concepção idealista platônica acerca da arte não pode prescindir do fundamento do platonismo - a ideia universal, o infinito.
