As antinomias metaéticas entre cegos e não cegos e o problema do realismo moral
Léo Peruzzo Júnior
- Autor
- Léo Peruzzo Júnior
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 61 / 1
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2016.1.20434
- Páginas
- 62-74
- Idioma
- pt
O presente artigo apresenta o cognitivismo moral pragmático como forma de superar as antinomias clássicas entre cegos e não-cegos e a (im)possibilidade de representação mental do conteúdo moral. Esta posição é sustentada a partir da reconstrução do debate metaético instaurado entre cognitivistas e não-cognitivistas, especialmente nas interpretações fornecidas pelo realismo moral de McDowell e pelo quase-realismo de Blackburn. Assim, o pressuposto comum a essas duas teorias metaéticas [cognitivismo e não-cognitivismo] pretende ser superado pelo cognitivismo pragmático, uma vez que suas falsas dicotomias partem da tese de que todo conhecimento moral é proposicional. Para sanar esse paradoxo, evitamos uma dicotomia radical entre fatos e valores, isto é, não há ações que podem ser valoradas extrinsecamente ao contexto do seu uso.
