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AS ARTES DE GOVERNO E A TECNOLOGIAS DE SI: DESAFIOS À FUNÇÃO-EDUCADOR

Jonas Rangel de Almeida, Pedro Ângelo Pagni

Autor
Jonas Rangel de Almeida, Pedro Ângelo Pagni
Revista
Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação (RESAFE)
Edição
2019 / 32
Ano
2020
DOI
10.26512/resafe.v1i32/33.35113
Páginas
78-95
Idioma
pt
2020Jonas Rangel de Almeida, Pedro Ângelo Pagni. AS ARTES DE GOVERNO E A TECNOLOGIAS DE SI: DESAFIOS À FUNÇÃO-EDUCADOR. Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação (RESAFE), v. 2019, n. 32, p. 78-95, 2020.2

O objetivo é discutir os desafios das artes de governo e das tecnologias de si à função-educador. A possível acusação de impotência diante das relações microfísicas de poder levou Foucault à elaboração da noção de governo dos homens e a traçar uma história das práticas de subjetivação do Ocidente. Na escola moderna é possível observar a imbricação dessas artes de governo e das técnicas de si desde o início de sua emergência, no século XVIII, de um lado, como mecanismo de disciplinarização dos corpos para torná-los dóceis e úteis ao trabalho fabril, e de outro lado, como tecnologia de produção de sujeitos que governam a si mesmo, dirimindo assim, as possibilidades de revoltas e sublevações à ordem instituída. Considera-se, pois que o dilema do educador só pode se resolver quando por ocasião das liberações houver também investimento ético nas práticas de si.