AS FORMAS DE ALIENAÇÃO DO MUNDO E A EXPERIÊNCIA DA AMIZADE COMO RESISTÊNCIA EM HANNAH ARENDT
Heloisa Helena Ribeiro Barbosa Schmaedecke
- Autor
- Heloisa Helena Ribeiro Barbosa Schmaedecke
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 13 / 28
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.26512/pl.v13i28.54199
- Páginas
- 186 - 203
- Idioma
- pt
O propósito do presente artigo é investigar as formas pelas quais se manifestam a alienação do mundo e da Terra e suas respectivas relações com as atividades da vita activa: trabalho, fabricação e ação. Cada uma das atividades humanas cuja função é suportar, construir e constituir o mundo carrega uma ambiguidade que, em face das articulações e transfigurações sofridas a partir da modernidade, acaba por conduzir ao estado de abandono, desenraizamento do mundo, solidão. Com esta investigação, procura-se compreender a solidão (loneliness) não como estado psicológico, mas como forma do estar-no-mundo específica da modernidade. Tal estado humano básico é, segundo Arendt, o solo fértil para o surgimento de movimentos totalitários. Como resistência à solidão, evocamos a experiência da amizade arendtianamente pensada que, diferentemente do sentimento íntimo, faz referência ao mundo, contribuindo para o fortalecimento do senso comum e convidando à responsabilidade e ao cuidado com o mundo comum e com a Terra – o lar e a morada que deverão sobreviver ao influxo das próximas gerações.
