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As metamorfoses que o amor provoca:

Márcio Jarek, Raquel Aline Zanini, Alessandro Vorussi Corrêa

Autor
Márcio Jarek, Raquel Aline Zanini, Alessandro Vorussi Corrêa
Revista
Artefilosofia
Edição
15 / 29
Ano
2020
Páginas
114-134
Idioma
pt
2020Márcio Jarek, Raquel Aline Zanini, Alessandro Vorussi Corrêa. As metamorfoses que o amor provoca: . Artefilosofia, v. 15, n. 29, p. 114-134, 2020.2

O presente trabalho tem por objetivo abordar, de modo amplo, alguns aspectos da relação “porosa” entre o filósofo alemão Walter Benjamin (1892-1940) e a atriz e dramaturga letã Asja Lacis (1891-1979). Nos valemos do conceito de porosidade, criado pela própria dupla em 1924, para caracterizar a interpenetração de temas afetivos, acadêmicos, políticos e artísticos que vieram a produzir metamorfoses na obra e no pensamento de Benjamin e que trazem a presença, muitas vezes negligenciada, de Lacis. Objetivamos, com destaque, defender que, muito mais do que a fama de amante do filósofo e de responsável pelo contato deste com o comunismo e com Bertolt Brecht (1898-1956), é a partir da relação com a artista revolucionária letã que se constitui, desde a segunda metade dos anos 1920, um Benjamin muito mais “feminino” e com olhar renovado para temas, que se interpenetram, como infância, educação, cidade, política, técnica e arte contemporânea (com destaque para o teatro).