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As noções de corpo e mente na Ética de Benedictus de Spinoza

Isabel Maria Pinheiro Arruda

Autor
Isabel Maria Pinheiro Arruda
Revista
Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
Edição
5 / 10
Ano
2024
Páginas
45-56
Idioma
pt
2024Isabel Maria Pinheiro Arruda. As noções de corpo e mente na Ética de Benedictus de Spinoza. Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509), v. 5, n. 10, p. 45-56, 2024.3

A Filosofia de Benedictus de Spinoza foi desde o princípio uma tentativa de superação do dualismo substancial, que opunha radicalmente corpo e mente. Com a intenção de refutar as afirmações filosóficas que sustentavam esta separação entre corpo e mente. Spinoza parte de sua concepção da substância única, composta por infinitos atributos, formulada na Parte 1 da Ética para construir suas definições de corpo e mente, demonstrando sua teoria, e, refutando as concepções em contrário. Porém, destes infinitos atributos da substância única, apenas dois podem ser conhecidos pelos homens: o pensamento e a extensão. À equiparação do corpo e da mente se impõe uma questão para Spinoza que versa sobre “o que pode um corpo?”. É a partir do conhecimento do corpo e da mente e pelo grau de conatus que esta filosofia nos faz perceber que a individualidade de cada corpo se dá pela sua capacidade de ser afetado e reagir aos afetos.