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As paixões da alma em René Descartes: fisiologias, utilidade e remédios

Felini de Souza

Autor
Felini de Souza
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
24 / 3
Ano
2024
DOI
10.31977/grirfi.v24i3.4840
Páginas
28-45
Idioma
pt
2024Felini de Souza. As paixões da alma em René Descartes: fisiologias, utilidade e remédios. Griot : Revista de Filosofia, v. 24, n. 3, p. 28-45, 2024.3

Descartes dedica sua última obra ao estudo das paixões. Tema este que viria fechar as suas contribuições para a discussão da união substancial. Como que duas substâncias completas e distintas se encontram unidas? Essa interação entre corpo e alma pode não se explicar no que tange aos aspectos teóricos, mas quando Descartes parte as conclusões práticas, buscando nas paixões a chave dessa relação. Em As paixões da alma, Descartes faz uma espécie de taxionomia das paixões, classificando em seis paixões primitivas e as demais seriam suas derivadas. Ao apresentá-las trata dos seus processos fisiológicos, os movimentos que estas paixões geram no corpo, assim como apresenta as utilidades e os remédios para os excessos e faltas das paixões. Descartes não considera as paixões pecaminosas, ou doenças que precisariam ser erradicadas, mas como boas, como responsáveis pela doçura da vida, sendo necessário apenas serem conhecidas e controladas para garantir uma vida ética.

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