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AS REPRESENTAÇÕES SEM CONSCIÊNCIA EM KANT

Luís Eduardo Ramos de Souza , Aline Brasiliense dos Santos Brito

Autor
Luís Eduardo Ramos de Souza , Aline Brasiliense dos Santos Brito
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
6 / 11
Ano
2015
DOI
10.26694/pensando.v6i11.3301.g2240
Páginas
292-326
Idioma
pt
2015Luís Eduardo Ramos de Souza , Aline Brasiliense dos Santos Brito. AS REPRESENTAÇÕES SEM CONSCIÊNCIA EM KANT. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 6, n. 11, p. 292-326, 2015.2

Kant desenvolve o tema das representações sem consciência, obscuras e inconscientes de forma fragmentária e dispersa ao longo das suas obras. Por essa razão, este trabalho tem por objetivo, primeiramente, identificar e agrupar diversas passagens em que Kant trata desta matéria em vários dos seus textos, e, posteriormente, analisar e relacionar suas ideias a fim de formar uma visão global e articulada acerca desta classe especial de representações. As posições defendidas neste texto são as seguintes: primeira, indicar que Kant compreende as representações sem consciência em sentido próximo ao das representações não conscientes; segunda, mostrar que as representações sem consciência (ou não conscientes) constituem o gênero mais amplo sob o qual estão contidas as representações obscuras e inconscientes; terceira, argumentar que estas duas espécies de representações sem consciência não são definidas de modo absoluto, mas em relação à noção de graus e de déficits de atenção, respectivamente; quarta, propor que as representações sem consciência em Kant podem ser denominadas de percepções obscuras ou indistintas, em oposição às representações com consciências, as quais podem ser designadas como percepções claras ou distintas.