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AS TEMPORALIDADES DE EXCEÇÃO

Alexandrina Paiva Rocha, João Batista Farias Júnior, Mariana Mattos Rubiano

Autor
Alexandrina Paiva Rocha, João Batista Farias Júnior, Mariana Mattos Rubiano
Revista
Cadernos Arendt
Edição
2 / 3
Ano
2022
DOI
10.26694/ca.v2i3.2050
Páginas
70-91
Idioma
pt
2022Alexandrina Paiva Rocha, João Batista Farias Júnior, Mariana Mattos Rubiano. AS TEMPORALIDADES DE EXCEÇÃO. Cadernos Arendt, v. 2, n. 3, p. 70-91, 2022.2

O objetivo deste artigo consiste em discutir o conceito de temporalidade de exceção. A partir da leitura de Origens do Totalitarismo notamos o surgimento de uma temporalidade petrificada nos campos de concentração. Mesmo com o fim do regime nazista, os elementos totalitários não desapareceram de nossa sociedade democrática. Eles persistem também como temporalidade de exceção, a qual envolve algum processo de desumanização que desconecta passado, presente e futuro, impossibilitando a experiência da liberdade. Em nossos dias a exceção permanece para milhões de pessoas que vivem na extrema pobreza e encarceradas, numa temporalidade desértica ou embotada que afetam suas atividades da vida ativa e espirituais. Levando isso em consideração, com base no pensamento de Hannah Arendt e também com apoio de outros autores, refletiremos sobre a relação entre a temporalidade, condição e atividade humanas.