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As Veias abertas da Filosofia Colonial ainda sangram.: Os dispositivos de controle da terra, dos corpos, do poder e da cultura

Lucio Álvaro Marques

Autor
Lucio Álvaro Marques
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
15 / 34
Ano
2024
DOI
10.26694/pensando.vol15i34.4791
Páginas
6-17
Idioma
pt
2024Lucio Álvaro Marques. As Veias abertas da Filosofia Colonial ainda sangram.: Os dispositivos de controle da terra, dos corpos, do poder e da cultura. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 15, n. 34, p. 6-17, 2024.3

Resumo: Se Deus não fosse brasileiro, seria difícil compreender as causas de um povo que aceita conviver com a ilusão da democracia racial; o mito da cordialidade a esconder o autoritarismo, o patrimonialismo e o fisiologismo político; a recusa de compreender que futebol, política e religião são os ópios nacionais, inclusive na forma do novo padroado pentecostal; e a suposição de que vivemos no paraíso terrestre cujas mazelas decorrem só da colonização lusitana e não de um programa político em curso. Para explicitar essas causas, analisamos elementos das dimensões econômica, social, política e cultural mediadas pelos conceitos de terra, corpo, poder e educação. Em todos, há um interesse geral: compreender os dispositivos de controle que governam a sociedade brasileira condenando-a se não ao suicídio, ao menos à perpetuação da escravidão sob as formas de dominação individual e social da população. 200 anos depois da independência, o Brasil pode celebrar a libertação e emancipação de sua população?