- Autor
- Antonio José Romera Valverde, Luiz Carlos Montans Braga
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 7 / 3
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.18012/arf.v7i3.54236
- Páginas
- p.69-84
- Idioma
- pt
O ensaio move-se em torno aos sinais do tempo presente, moldados, figurativamente, por densa cerração a obscurecer a visão crítica dos fins e dos meios ético-políticos da civilização tecnológica. No mesmo passo, intenciona refletir acerca dos Direitos Humanos, de modo projetivo para a invenção futura de uma cidadania de caráter autogestionário. A construção encontra-se demarcada pelo fim das ilusões, de certo modo, ainda à sombra dos cacos do ethos antigo, figurados por anacronismos, que insistem em reaparecer de modo espectral na forma de dificuldades, aparentemente, sem resolução de encaminhamento para a época atual. Para tanto, o ensaio recorre a passagens das filosofias moderna e contemporânea, de par com a poesia, o cinema e o teatro, de modo a sustentarem a defesa da teoria e da prática de uma tal cidadania. Pensada, modelarmente, desde a experiência autogestionária da Comuna de Paris, como etapa destacada de sua produção.
