- Autor
- Diogo Bogéa, Marcio Francisco Teixeira de Oliveira
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 7 / 3
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.18012/arf.v7i3.52011
- Páginas
- p.57-68
- Idioma
- pt
Nosso objetivo neste artigo é investigar as possibilidades de pensar o conceito de “ação” aproximando-o da noção de “negociação”, retomando assim o próprio significado da palavra práxis. Partimos de uma crítica da noção arendtiana de ação como “iniciativa”, apontando suas bases metafísicas. Procurando nos distanciar de uma compreensão de “ação” muito presa à tradicional metafísica da subjetividade, isto é, a ação como livre-iniciativa de um sujeito racional e consciente, recorremos a Espinosa e Ortega y Gasset. As noções de afetividade e de circunstância, no sentido amplo em que tais pensadores as empregam, nos ajudam a pensar a “ação” como negociação entre multiplicidades de circunstâncias que se afetam mutuamente de muitas maneiras. Por fim, exploramos algumas consequências ético-políticas de uma tal concepção de ação.
