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Teses

Autonomia da vontade e dedução transcendental na """"Fundamentação da metafísica dos costumes"""".

Marília Lopes de Figueiredo do Espírito Santo

Tese
Autor
Marília Lopes de Figueiredo do Espírito Santo
Orientador(a)
Gerson Luiz Louzado
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL — UFRGS
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2012
2012Marília Lopes de Figueiredo do Espírito Santo. Autonomia da vontade e dedução transcendental na """"Fundamentação da metafísica dos costumes"""".. 2012. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Gerson Luiz Louzado.2

Se aprendemos com Aristóteles que é preciso tomar como exemplo de virtude as ações do homem prudente, Kant nos ensina que “não poderíamos prestar pior ajuda à moralidade se quiséssemos extraí-la de exemplos” [AA 4: 408]. Ao interiorizar a origem da lei moral e mostrar que se trata de uma lei auto-imposta, Kant sustenta que os seres humanos não só podem agir moralmente, mas têm o dever de fazê-lo. Visto que a origem do princípio da autonomia é a priori e deve-se tão-somente à razão, o único modo de justificá-lo é por meio de uma dedução transcendental. Kant reserva a seção III da Fundamentação da metafísica dos costumes, intitulada “transição da metafísica dos costumes à crítica da razão prática pura”, para apresentar a prova da possibilidade real da moralidade sob condições humanas. Essa prova ocorre apenas na quarta subseção da seção III, sob o título “como é possível um imperativo categórico?”..Nosso estudo está dividido em quatro partes. O argumento da dedução é tratado apenas no quarto e último capítulo, intitulado “Imperativo categórico e dedução transcendental na Fundamentação III”. Nos três capítulos que o antecedem, tratamos, primeiramente, de certas noções kantianas bastante conhecidas e de outras distinções conceituais que aparecem apenas de modo implícito na Fundamentação, mas que são imprescindíveis à compreensão de seu objetivo (cap. 1: “Autonomia da vontade e juízo prático na Fundamentação”). Em seguida, examinamos o modo como a moralidade é justificada em vista de seres absolutamente racionais, o que não é o caso do ser humano (cap. 2: “A tese da analiticidade na Fundamentação III”); e, então, analisamos o chamado argumento preparatório da dedução transcendental (cap. 3: “O argumento preparatório na Fundamentação III”). Em todos os capítulos, tentamos reconstruir os argumentos apresentados no texto de Kant e, na medida do possível, o tratamento a eles dado por parte relevante da literatura. Para compreensão das teses defendidas na Fundamentação, recorremos também a outros textos de Kant...Palavras-chave: Kant, autonomia da vontade, imperativo categórico, dedução transcendental