Artigo
Ver fonte original- Autor
- Débora Cristina Morato Pinto
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 27 / 1
- Ano
- 2004
- DOI
- 10.1590/S0101-31732004000100007
- Páginas
- 79-91
- Idioma
- pt
2004Débora Cristina Morato Pinto. Bergson e os dualismos.. Trans/Form/Ação, v. 27, n. 1, p. 79-91, 2004.3
Este artigo apresenta introdutoriamente a maneira como Bergson aborda o dualismo ontológico num diálogo crítico com a tradição moderna. A proposta de reconstrução da metafísica em novos termos exige a passagem pela colocação tradicional dos principais problemas filosóficos, em especial o dualismo moderno, cuja origem é cartesiana. Para diluir as antíteses do pensamento conceitual, a filosofia da bergsoniana estabelece um procedimento dualista, a dissociação analítica da experiência determinando seus domínios distintos em natureza. Somente a noção de duração permite a reconciliação entre tais elementos, pensados então como ritmos do tempo. Nossa intenção é mostrar como se esquematiza tal percurso nas duas primeiras obras de Bergson.
