- Autor
- Antonio Valverde
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 43
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i43.7231
- Páginas
- 130-148
- Idioma
- pt
O ensaio intenta problematizar e circunscrever os termos “biografia” e “autobiografia”, histórica e filosoficamente. Para tanto interroga pelos usos e apropriações, desde o registro das expressões logos prophorikos [προφορικός] e logos endiatetos [ἐνδιάθετος]. Derivando, em seguida, para a abordagem da criação do gênero autobiografia, por hipótese iniciada a meados do século XIII, com Marco Polo, com destaques para as escritas ao tempo do Renascimento, de Cellini e de Cardano, sob o arco da extroversão a apontar para a introversão dos modernos, conforme Agnes Heller. Ao final, o ensaio analisa alguns formatos de biografias registradas a várias mãos e a cinematográfica. Além de referências às autobiografias bem concertadas, de Vico, Goethe, Rousseau, Darwin, e à poética de Walt Whitman
