- Autor
- Paul Bernier
- Revista
- Argumentos - Revista de Filosofia
- Edição
- 13
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.36517/Argumentos.7.13.19086
- Idioma
- pt
Três problemas substanciais levantados pela interpretação de Fisette a respeito das visões de consciência de Brentano são discutidos. O primeiro é concernente à diferença entre consciência “transitiva” e “intransitiva”. O segunda trata do que Fisette propõe como sendo a teoria revisada da consciência de Brentano, onde a noção de agente mental como um “ser real unificado” desempenha um papel central. Esta noção é rejeitada e algumas interpretações alternativas, que estão no espírito da teoria de Brentano, são propostas e defendidas. Finalmente, é apontado que a interpretação de Fisette permanece pouco clara a respeito da questão se a visão de Brentano é compatível ou não com o princípio da transitividade de Rosenthal. Argumento que enquanto a teoria revisada de Brentano não é intencionalista, como Fisette deixa claro, é, entretanto, compatível com o princípio da transitividade, contrário ao que Fisette reinvidica.
