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Brindar Deleuze é (P)ovo(Ar): “o mundo inteiro é um ovo”

Gláucia Figueiredo

Autor
Gláucia Figueiredo
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
11 / 3
Ano
2025
DOI
10.48075/rd.v11i3.36019
Páginas
549-568
Idioma
pt
2025Gláucia Figueiredo. Brindar Deleuze é (P)ovo(Ar): “o mundo inteiro é um ovo”. Revista DIAPHONÍA, v. 11, n. 3, p. 549-568, 2025.4

Exatos 25 anos se passaram desde o primeiro impacto causado pela obra Diálogos do filósofo francês Gilles Deleuze em minha jornada existencial. Brindar os cem anos do nascimento do Filósofo da diferença, vida que segue pulsando através de muitas outras, é uma honra. O breve relato compartilhado neste artigo é prova disso. Gilles Deleuze (se) tatua (n)o mundo - o seu (e) é assinaturamundo. O (entre), suamarcaconectiva. Sua lógica é aberrante. Seu empirismo, transcendental. Seu cérebro é um Outro. Consciência é ato vital. Sensação é variedade. Seu animal é anômalo. O problemático é um complexo virtual diferenciado. As suas lutas não são contra o Caos, mas (com ele). Pensamento puro é sem-imagem. Repetição é duração diferencial. A sua filosofia, exercícios lógicos e incansáveis de diferir diferen(ç)ando. Diferença, expressão singular em ‘campo intensivo’ é ‘metodizada’ pela dramatização. P(ovo)Ar torna-se tática intensiva, expressão ético-política, artística e pedagógica – visibilizar (in)visíveis. A convergência ‘drama-ovo’ faz ruir questionamentos balizadores do pensamento representacional, o que é? se torna questão frágil, vai importar a força de outras perguntas: para quê? Quando? Quanto? Como?. No final, brindar a Deleuze é serbrindada por sua anarquia coroada pela perversão das ordens previamente estabelecidas através de dinamismos espaço-temporais compostos pelo substantivo da multiplicidade e pelos desígnios de uma diferença diferen(ç)ante.

Palavras-chave: