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CAMUS LEITOR DE HEIDEGGER: (os limites de uma) proximidade conceitual entre angústia e absurdo

Rafael Ribeiro Almeida

Autor
Rafael Ribeiro Almeida
Revista
PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
Edição
8 / 15
Ano
2021
DOI
10.26512/pl.v8i15.23652
Páginas
76 - 105
Idioma
pt
2021Rafael Ribeiro Almeida. CAMUS LEITOR DE HEIDEGGER: (os limites de uma) proximidade conceitual entre angústia e absurdo. PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 8, n. 15, p. 76 - 105, 2021.1

O texto desenvolvido pretende evidenciar e examinar a influência de Martin Heidegger (1889-1976) sobre o pensamento filosófico de Albert Camus (1913-1960) e com isso sugerir uma proximidade, notadamente entre a concepção heideggeriana de angústia e a perspectiva camusiana acerca do absurdo, destacando ao cabo suas pertinentes diferenças. Para tanto, examinam-se ambos os conceitos, respectivamente no tratado Ser e tempo (publicado em 1927) e no ensaio filosófico O mito de Sísifo (publicado em 1942). Nesse sentido, os pontos de maior aproximação, de modo geral, recaem nos temas: condição humana, estranheza ou “estrangeiridade” e, sobretudo, existência autêntica. Oportuniza-se, com essa comparação, uma via que enriquece ainda mais o âmbito filosófico que há no pensamento camusiano.