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Caráter de espécie, procriação e morte: considerações sobre a doutrina schopenhaueriana da imortalidade na natureza

José Fernandes Weber, Camila Gomes Weber

Autor
José Fernandes Weber, Camila Gomes Weber
Revista
Revista Ágora Filosófica
Edição
24 / 1
Ano
2024
DOI
10.25247/P1982-999X.2024.v24n1.p96-115
Páginas
96-115
Idioma
pt
2024José Fernandes Weber, Camila Gomes Weber. Caráter de espécie, procriação e morte: considerações sobre a doutrina schopenhaueriana da imortalidade na natureza. Revista Ágora Filosófica, v. 24, n. 1, p. 96-115, 2024.2

O artigo explicitará o sentido da afirmação de Schopenhauer de acordo com a qual pela doutrina da imortalidade na natureza, isto é, pela variação da espécie entre nascimento e morte, chega-se à compreensão da inexistência de mal algum na morte, já que o verdadeiro ser em si não finda. A partir da análise do capítulo 41 do Tomo II de O Mundo como vontade e representação, intitulado Sobre a morte e sua relação com a indestrutibilidade do ser, num primeiro momento, será elucidada a compreensão schopenhaueriana do caráter da espécie; posteriormente, serão explicitadas suas considerações sobre impulso sexual, procriação e morte e a tese da permanência da espécie “na infinitude do tempo” (W II, Cap. 41 p. 580); e, por fim, será destacada a presença destas questões na crônica O autor de si mesmo, de Machado de Assis, e na novela Sonata a Kreuzer, de Tolstói.