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Cartografias do desalento: Schopenhauer e a ruína dos mundos futuros

Gabriel Lopes, Fernando Ferraz Olszewski, Jorge Tibilletti de Lara

Autor
Gabriel Lopes, Fernando Ferraz Olszewski, Jorge Tibilletti de Lara
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
16 / 1
Ano
2025
DOI
10.5902/2179378693470
Páginas
e93470
Idioma
pt
2025Gabriel Lopes, Fernando Ferraz Olszewski, Jorge Tibilletti de Lara. Cartografias do desalento: Schopenhauer e a ruína dos mundos futuros. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 16, n. 1, p. e93470, 2025.4

Este artigo tem como objetivo examinar aspectos da conjuntura pessimista contemporânea, analisando a retomada dos debates sobre os pessimismos reprodutivos e os fundamentos do pessimismo cósmico a partir do legado filosófico de Arthur Schopenhauer. Partindo de discussões contemporâneas sobre o pessimismo de raízes schopenhauerianas, investigaremos tendências nas humanidades que respondem ao sentimento de catástrofe a partir da especulação afirmativa que busca a composição de mundos futuros como forma de reabilitação. Mostramos que as vertentes pessimistas e negativas não apenas hesitam diante dessa resposta produtiva, mas frequentemente a rejeitam, problematizando ainda as expectativas de um futuro aberto alicerçado no êxito da proliferação humana - retomando assim as reflexões seminais de Schopenhauer desenvolvidas em O mundo como vontade e como representação e no segundo volume de Parerga e Paralipomena. Defendemos que, no contexto dos debates atuais, elementos centrais do pensamento pessimista merecem ter sua lógica e argumentação rigorosamente examinados, em especial pelo modo como atualizam pressupostos schopenhauerianos.