- Autor
- Luiz Marcos da Silva Filho
- Revista
- Revista Kriterion
- Edição
- 65 / 157
- Ano
- 2024
- Páginas
- e-40061
- Idioma
- pt
Neste artigo, examinarei “As confissões da carne”, de Foucault,com o propósito de compreender primeiramente por que encontramos nocristianismo e especialmente na obra de Agostinho a mais avançada tecnologiamatrimonial como uma instituição de internação do desejo e fundamentalda sociedade. Em seguida, a partir da tese de que “As confissões da carne”podem ser apreciadas como um outro O Anti-Édipo, proporei que elas nãosão somente uma obra antipsicanalítica, mas também antiestruturalista, como reconhecimento de que as sociedades judaico-cristãs não são reguladas pelaparentalidade deduzida da proibição do incesto e sim por uma conjugalidadeanterior à parentalidade e metafisicamente pré-incestuosa. Por fim, ensaiareium experimento interpretativo de “As confissões da carne” para reconsiderarfundações teológicas do homem, em cotejo com o pseudo O Anti-Narciso, deViveiros de Castro.
