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CÉREBRO, CORPO E INCONSCIENTE NA FILOSOFIA DE BERGSON

Yago Antônio de Oliveira Morais

Autor
Yago Antônio de Oliveira Morais
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2020
Idioma
pt-BR
2020Yago Antônio de Oliveira Morais. CÉREBRO, CORPO E INCONSCIENTE NA FILOSOFIA DE BERGSON. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2020.2

Trata-se de analisar a relação entre o corpo, o cérebro e o inconsciente em Matière et mémoire, segunda grande obra do filósofo Henri Bergson. Tal relação, seguramente, exige analisar, anteriormente, as considerações bergsonianas sobre o corpo e a sua ação, a representação, a percepção, a teoria da memória, bem como as análises sobre o inconsciente. A articulação destes elementos mostra que o cérebro é pensado como sendo incapaz de secretar as representações e, desse modo, a ação privilegiada do corpo será fundamental para demonstrar tal especificidade. Bergson assevera que o cérebro é somente um órgão capaz de propiciar que a ação seja cada vez menos necessária. O inconsciente, na tentativa de se atualizar, sofre impedimentos por parte do órgão cerebral, uma vez que ele é o responsável por efetuar a comunicação de um movimento em relação a outro órgão. Embora o corpo (o cérebro) seja um impedimento para o inconsciente se manifestar, a tônica bergsoniana é a de que há mais no inconsciente – no espírito – do que no corpo, isto é, no cérebro.