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CETICISMO, CRITÉRIOS E AUTOCONHECIMENTO: STANLEY CAVELL SOBRE AS CONDIÇÕES DA EXPRESSÃO SUBJETIVA E DO AUTOCONHECIMENTO

Rafael Fernandes Mendes dos Santos

Autor
Rafael Fernandes Mendes dos Santos
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 47
Ano
2023
DOI
10.13102/ideac.v1i47.8882
Páginas
85-103
Idioma
pt
2023Rafael Fernandes Mendes dos Santos. CETICISMO, CRITÉRIOS E AUTOCONHECIMENTO: STANLEY CAVELL SOBRE AS CONDIÇÕES DA EXPRESSÃO SUBJETIVA E DO AUTOCONHECIMENTO. Revista Ideação, v. 1, n. 47, p. 85-103, 2023.1

Meu objetivo central é investigar temas essenciais à filosofia de Stanley Cavell, sobretudo sua compreensão sobre ceticismo, o que ele nomeia ameaça cética, e o vínculo entre sua prática filosófica e a obtenção de autoconhecimento. Dessa forma, em primeiro lugar, apresento sua defesa do ceticismo como um fenômeno natural, em conjunto com a relação entre tal fenômeno e o silenciamento da possibilidade de se exprimir estados subjetivos. Em seguida, procuro esclarecer como Cavell lê a noção wittgensteiniana de critério presente nas Investigações Filosóficas, concebendo o ceticismo como repúdio à critérios, motivado por uma visão epistêmica que resulta na demanda por Conhecimento infalível tanto do mundo como das outras mentes. Veremos que, segundo seu argumento, ao cobrarmos o que critérios não poderiam nos dar, isto é, a garantia de que a aparência fenomênica corresponda a existência de um fenômeno, somos ameaçados pelo ceticismo. Ao cair nela, excluímos nossa subjetividade das interações comunicativas no interior das formas de vida. Por final, diante dessa ameaça cética, procuro mostrar como Cavell atribui à filosofia ou à prática de recordar critérios de significação da linguagem ordinária a função de nos tornar consciente de quem somos.