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Cinema em Lukács: a atmosfera psíquica em movimento

José Deribaldo Gomes dos Santos

Autor
José Deribaldo Gomes dos Santos
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
7 / 3
Ano
2020
DOI
10.18012/arf.v7i3.52408
Páginas
p.133-146
Idioma
pt
2020José Deribaldo Gomes dos Santos. Cinema em Lukács: a atmosfera psíquica em movimento. Aufklärung: journal of philosophy, v. 7, n. 3, p. p.133-146, 2020.2

O artigo dialoga com o debate empreendido por Lukács sobre cinema. Para esse autor, o filme é fruto de uma classe de reflexo que duplica a mimese. Opta-se, metodologicamente, por um estudo de caráter teórico-bibliográfico em que se opera uma leitura imanente de parte da Estética do húngaro. Sob tais orientações, a comunicação tematiza os principais pontos pelos quais Lukács ergue seu entendimento sobre a arte cinematográfica: 1) relação com o desenvolvimento da técnica; 2) autenticidade cinematográfica; 3) tendência a minimizar a objetividade indeterminada: labilidade e elasticidade; 4) atmosfera psíquica; 5) “linguagem” cinematográfica. A exposição entende que o cinema, embora tenha nascido como um produto do capitalismo desenvolvido, guarda a contradição de possuir elevado nível de realismo, ao mesmo tempo em que pode trafegar as mais tacanhas ideologias burguesas.