CINEMA NO ENSINO DE FILOSOFIA: A FILOSOFIA PENSADA E SENTIDA NA PELE
Maria de Fátima Pires Raposo de Matos Souza, Christian Lindberg Lopes do Nascimento
- Autor
- Maria de Fátima Pires Raposo de Matos Souza, Christian Lindberg Lopes do Nascimento
- Revista
- Revista Dialectus
- Edição
- 20
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.30611/2020n20id62609
- Páginas
- 84-99
- Idioma
- pt
Realizada numa escola pública do município de Sergipe, este artigo analisa e descreve uma intervenção, no ensino médio, em que o uso de cinema foi o suporte principal desta experiência. Para tal, tornou-se necessário delimitar o arcabouço teórico deste trabalho, a partir de duas principais referências: um breve debate entre Theodor Adorno e o filósofo contemporâneo Julio Cabrera. Em seguida, demonstramos as etapas metodológicas desta intervenção, expondo suas fluências e retificações. Da escolha dos filmes até as atividades propostas, alunos e alunas comprovam que o cinema pode ser um dos grandes aliados ao fomento de um autêntico ambiente filosófico. Nossa pesquisa-intervenção indica caminhos para desconstruir a Indústria Cultural a partir dela mesma, por meio dos conceitos, elaborados por Cabrera, de logopatia e conceito-imagem. Com isto, filmes considerados comerciais não precisam ser excluídos do universo fílmico dos jovens, uma vez que eles também possuem grande potencial filosófico. O cinema, no cotidiano das aulas de filosofia, apresenta-se não só como instrumento de extração de conceitos de temas clássicos da filosofia, mas no desencadear do próprio ato de filosofar.
