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Cogito, ergo sum: Inferência ou Performance?

Jonathan Alvarenga

Autor
Jonathan Alvarenga
Revista
Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
Edição
5 / 11
Ano
2021
Idioma
pt-BR
2021Jonathan Alvarenga. Cogito, ergo sum: Inferência ou Performance?. Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211], v. 5, n. 11, 2021.1

COGITO, ERGO SUM como um problema. A fama (alguns prefeririam dizer a notoriedade) do dito cogito, ergo sum cria a expectativa de que a produção acadêmica tenha, há longa data, exaurido o que aí interessasse histórica ou tematicamente. Uma leitura da literatura relevante, contudo, falha em satisfazer essa expectativa. Depois de centenas de discussões sobre o famoso princípio de Descartes, nós ainda não parecemos ter um meio de expressar tal insight em termos que seriam geral e precisamente suficientes para capacitar-nos de julgar a validade ou a relevância das consequências que se desenham a partir disso. Trinta anos atrás, Heinrich Scholz escreveu que não permanecem muitas questões importantes, ainda não respondidas, direcionadas ao dito cartesiano, mas que permanecem importantes questões ainda não perguntadas. Mesmo depois de importantes escritos sobre o tema, a situação ainda parece essencialmente a mesma até hoje.