COMO É POSSÍVEL A IMPUTABILIDADE DAS AÇÕES IMORAIS NA FILOSOFIA PRÁTICA DE KANT?
Diego Carlos Zanella
- Autor
- Diego Carlos Zanella
- Revista
- Thaumazein: Revista Online de Filosofia
- Edição
- 3 / 6
- Ano
- 2014
- Páginas
- 02-12
- Idioma
- pt
O presente texto tem por objetivo mostrar a mudança conceitual ocorrida da Fundamentação da Metafísica dos Costumes até a Religião nos Limites da simples razão. Nesse percurso, pergunta-se: todas as ações livres são morais? Não seriam livres, também as ações imorais? Para tal desenvolvimento é necessário a compreensão do conceito de vontade. Nesse sentido, a vontade é a capacidade que um ser racional tem em agir, ou seja, a vontade é considerada como a faculdade de determinar a si própria, a agir em conformidade com a representação de certas leis. O ser humano é o único ser capaz de agir segundo a representação de leis, segundo princípios, porque tem uma vontade; porque tem consciência da lei que obedece. O princípio de ação é, nesse sentido, uma prescrição da razão prática à vontade, na medida em que apenas a razão é independente das condições empíricas da sensibilidade.
