- Autor
- Ronaldo Manzi
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 42 / 4
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2019.v42n4.10.p187
- Páginas
- 187-200
- Idioma
- pt
Como escolher um exemplo? O que se passa como um simples dado pode ser o mais complexo: o critério de escolha. Alguns casos servem de exemplo e outros não. Por quê? O objetivo deste texto é tentar dar algum critério para esse tipo de escolha. O caminho escolhido para tal foi tomar um caso da psicopatologia freudiana: o caso Dora. Por que esse caso é considerado o exemplo de histeria? Para responder a essa questão, recorre-se ao pensamento de Agamben, principalmente quando se diferencia o exemplo da exceção; além de outros pensadores contemporâneos, recorre-se também a Foucault, quando este nos mostra o que seria o pensamento do exterior. O texto busca determinar por que o exemplo recai no caso de singularidade – algo que nem é particular e nem universal. Há um paradigma em dar um exemplo: nem todos valem. Por quê? Recebido: 04/04/2017Aceito: 07/11/2017
