Como sair da ilha da minha consciência: Gilles Deleuze e uma crítica à subjetividade transcendental em Edmund Husserl
Alex Fabiano Correia Jardim
- Autor
- Alex Fabiano Correia Jardim
- Orientador(a)
- Silene Torres Marques
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2007
O trabalho tem como temática apresentar uma crítica à fenomenologia de.Edmund Husserl através do pensamento de Gilles Deleuze. Todo percurso.filosófico desses dois autores foi bastante distinto, pois cada um, à sua maneira,.tratou da problemática do sujeito de maneira diferenciada, ambos tendo o.problema da gênese (ora ativa, ora passiva) como campo conceitual problematico.para o estabelecimento de uma “imagem do pensamento”. Uma série de.conversações possibilitou o desenvolvimento do tema, como por exemplo, a.importância da filosofia de Gilbert Simondon para Deleuze constituir sua critica.em relação à noção de campo transcendental ou filosofia do sujeito, temas.preciosos para a fenomenologia. Simondon apresenta uma filosofia “dos modos.de individuação” em lugar de qualquer idéia de principio originário (ou síntese.subjetiva). Daí, o pleno interesse de Gilles Deleuze pela obra de Simondon como.uma “travessia” do conceito de subjetividade ao conceito de hecceidade. Por fim,.a pesquisa se debruçará sobre a obra de Michel Tournier, “Sexta-feira ou os.limbos do Pacífico” e da importância deste texto para apresentarmos o.personagem “Robinson” de Tournier como exemplo claro de duas perspectivas: a.fenomenológica – husserliana – onde há todo o processo de constituição de.doação de sentido à Ilha de Speranza via uma consciência originária, e a antifenomenológica.– deleuzeana – a partir da dissolução da forma-eu como síntese.unificadora do sentido e do estabelecimento da Ilha de Speranza como campo de.imanência puro, absoluto e assubjetivo.
