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COMPARANDO OS ESCRITOS DO NEOATEÍSMO (NAT): EM BUSCA DE UMA DEFINIÇÃO

Adilson Koslowski, Valmor Santos

Autor
Adilson Koslowski, Valmor Santos
Revista
Sapere Aude
Edição
7 / 13
Ano
2016
DOI
10.5752/P.2177-6342.2016v7n13p433
Páginas
433-461
Idioma
pt
2016Adilson Koslowski, Valmor Santos. COMPARANDO OS ESCRITOS DO NEOATEÍSMO (NAT): EM BUSCA DE UMA DEFINIÇÃO. Sapere Aude, v. 7, n. 13, p. 433-461, 2016.1

O objetivo deste texto é buscar uma definição de neoateísmo (NAT). Para isso, sintetizamos as ideias fundamentais do movimento a partir de seus autores e de suas obras fundamentais. Os intelectuais do movimento são muitos, porém os principais e mais famosos são quatro, a saber, Richard Dawkins, Sam Harris, Daniel Dennett e Christopher Hitchens. As obras que consideramos serem os manifestos do NAT são: O fim da fé (2004) e Carta à nação, de Harris; Deus, um delírio, de Dawkins; Quebrando o encanto, de Dennett; e Deus não é grande, de Hitchens. Ficaremos restritos aos quatro. Não oferecemos uma definição em termos de condições necessárias e suficientes, mas optamos por um modo de definir conforme a técnica wittgensteiniana de semelhança de família. Nossa opção se deve ao fato de que o NAT é formado por vários intelectuais que compartilham certas ideias, mas não são concordes em todos os aspectos; além disso, é um movimento em atividade e suas posições podem modificar-se, e está aberto, recebendo outras pessoas comprometidas com ideias semelhantes.