- Autor
- MARCUS JOSÉ ALVES DE SOUZA
- Orientador(a)
- André Leclerc
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA (UFPE-UFPB-UFRN)
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2010
Este estudo é uma investigação filosófica acerca do conceito de vontade na obra de Ludwig Wittgenstein. Trata-se de um estudo que percorre os principais textos do autor buscando formalizar as configurações do conceito na várias fases de seu pensamento. A investigação mostra três configurações distintas. Há uma configuração de vontade dicotômica empírico-transcendental, no primeiro momento; uma configuração confusa na fase intermediária; e uma unificada por critérios pragmáticos na fase madura. Tais configurações têm status variados com relação à linguagem. Quanto mais Wittgenstein desenvolve uma abordagem gramatical, mais o conceito perde espaço como conceito fundamental na constituição e estabelecimento do sentido. Muitos temas relacionados à vontade serão tratados: o significado e a abrangência da dicotomia entre transcendental e empírico no que tange à vontade (vontade ética e vontade psicológica); o papel da vontade no contexto da constituição da linguagem; a possibilidade de descrição e verificação do fenômeno volitivo; o estatuto e a distinção dos enunciados de 1ª e 3ª pessoas que envolvam verbos volitivos; a ampla discussão da problemática da causalidade no âmbito da vontade; as relações entre vontade e ação; a possibilidade de distinção e descrição das ações voluntárias e involuntárias; o papel da vontade no contexto da definição de filosofia; a discussão dos conceitos de interno e externo e suas implicações com a vontade; as críticas às formulações tradicionais do conceito de vontade (“imagem agostiniana de vontade”); as relações do conceito de vontade com outros conceitos psicológicos; a problemática das atitudes proposicionais, o paradoxo de Moore; dentre outros.
