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Consciência e fenômenos mentais inconscientes: as visões de David Armstrong e John Searle

Tárik de Athayde Prata

Autor
Tárik de Athayde Prata
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
25 / 1
Ano
2020
DOI
10.5216/phi.v25i1.49694
Idioma
pt
2020Tárik de Athayde Prata. Consciência e fenômenos mentais inconscientes: as visões de David Armstrong e John Searle. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 25, n. 1, 2020.2

O artigo examina as concepções de consciência, bem como as concepções de fenômenos mentais inconscientes, de David Armstrong e John Searle. Enquanto Armstrong entende a consciência como decorrente de uma percepção de segunda ordem, de modo que um fenômeno inconsciente é apenas um fenômeno mental que não é percebido, Searle entende a consciência como um estado global, o que torna sua visão do inconsciente mais complicada. Estados mentais inconscientes não passam de padrões de atividade neuronal, padrões que são capazes de causar estados mentais conscientes nas circunstâncias adequadas. Porém, enquanto a teoria de Armstrong é perfeitamente coerente, a visão de Searle se mostra inconsistente, pois a eficácia causal que ele atribui aos fenômenos inconscientes é incompatível com o papel fundamental que ele atribui à consciência no domínio dos fenômenos mentais.