- Autor
- Márcio Chaves-Tannús
- Revista
- Educação e Filosofia
- Edição
- 2 / 3
- Ano
- 2008
- DOI
- 10.14393/REVEDFIL.v2n3a1987-2066
- Páginas
- 5-8
- Idioma
- pt
A expansão, de caráter epidêmico, registrada no decorrer dos últimos anos, de uma moda filosófica segundo a qual o Homem é exclusivamente um ser em movimento traz consigo consequências morais que valeria a pena examinar mais de perto. No presente e breve estudo me limitarei, entretanto, a testá-la em seus fundamentos lógicos. Mostrar, sob o ponto de vista lógico, o caráter autodestrutivo da posição supra, é o objetivo da demonstração e comentário, que seguem. Para tanto, tecerei, inicialmente, algumas considerações de método relativas e anteriores à demonstração propriamente dita. Para atingir o fim, que me propus, dividirei a demonstração em três etapas e me utilizarei do recuso lógico denominado “redução ao absurdo”. Esta técnica consiste em demonstrar a verdade de uma tese, deduzindo consequências absurdas da tese a ele contraditória. A primeira etapa da demonstração consistirá na delimitação exata, na expressão precisa: a mais simples e mais geral, da posição que será submetida a exame. Para tanto, será enunciada uma tese cujo conteúdo e cuja forma cumprem todas as exigências acima especificadas. [...] Palavras-chave: Lógica; Definição; Homem; Mudanças; Movimentos.
