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""""Considerações sobre Derrida e a Universidade""""

André de Barros Borges

Tese
Autor
André de Barros Borges
Orientador(a)
Paulo Cesar Duque Estrada
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2010
2010André de Barros Borges. """"Considerações sobre Derrida e a Universidade"""". 2010. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Paulo Cesar Duque Estrada.2

A hipótese interpretativa que utilizamos nesta tese de doutorado é a de que a compreensão que Derrida tem da idéia de “contra” é fundamental para compreendermos o seu pensamento sobre a Universidade e a sua relação com a filosofia. A análise caminha na direção de que o pensamento derridiano sobre a questão universitária é um desdobramento da “ética da aporia”, que para nós, é marcante em seu desenvolvimento intelectual. No primeiro capítulo tratamos sobre a relação entre as idéias “contra-instituição” e “desconstrução”. No segundo capítulo focamos na relação entre desconstrução e ensino.No terceiro capítulo mostraremos como Derrida desenvolve certa fidelidade a idéia de Universidade. Fidelidade distante da significação comum, pois esta fidelidade opera na lógica do “com-contra”. E no quarto capítulo mostramos a Universidade contemporânea a partir de uma ótica desconstrucionista. A nossa pesquisa se baseou nos escritos de Derrida sobre a Universidade, a disciplina filosofia e a Faculdade de Filosofia, reunidos no famoso livro Du Droit a La Philosophie. Como o próprio filósofo pontua - em alguns textos, que veremos ao longo desta tese de doutorado - o “contra”, a “oposição”, insinua um movimento “com-contra"""", um torneamento “a cerca de” e “longe de”, uma medida de distância e proximidade. Ao retirar o termo “contra ou oposição” da significação comum do termo, compreendemos um movimento contra-institucional em relação às instituições e mais especificamente às Universidades.Chamaremos a instituição imaginada por Derrida de “contra-instituição”. Vemos assim uma relação profundamente complexa e altamente ambivalente com a ortodoxia da academia, com as organizações oficiais de todos os tipos, com o Estado e partidos políticos, e assim por diante. Esta ambivalência, esta complexidade, é marcante no percurso do pensador. Tal aspecto contra-institucional pode também ser encarado como componente da “ética da aporia”,que tratamos na conclusão do trabalho.