- Autor
- Daniel Monte
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- esp
- Ano
- 2015
- Idioma
- pt
No presente artigo, argumentamos que, se não for estritamente gramatical, o conceito wittgensteineano de certeza é paradoxal. Com efeito, a definição negativa, não-paradoxal de certeza ou bem não reflete adequadamente os casos de atribuição de certeza – em parte por apenas particionar manifestações contingentes, em parte por incluir casos anti-intuitivos –, ou bem é circular, enquanto sua definição positiva como ato é paradoxal e redundante. Definir a certeza, alternativamente, como disposicional, contorna seu caráter redundante, mas mantém a contradição constitutiva do conceito. Como saída para o problema, propomos separar categoricamente a certeza enquanto regra gramatical de suas manifestações disposicionais. Palavras-chave: Certeza. Disposições. Wittgenstein. Paradoxos.
