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Contrariar fantasmas coloniais: incorporação como método filosófico

Luís Thiago Freire Dantas

Autor
Luís Thiago Freire Dantas
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
48
Ano
2026
DOI
10.1590/0101-3173.2025.v48.n6.e025183
Páginas
e025183
Idioma
pt
2026Luís Thiago Freire Dantas. Contrariar fantasmas coloniais: incorporação como método filosófico. Trans/Form/Ação, v. 48, p. e025183, 2026.4

Este ensaio problematiza a noção moderna de filosofia, a partir da escravização, propondo um exercício de imaginação política da diáspora africana, ou seja, uma ação em que a revisitação ao passado marca uma repetição nos territórios escravizados a qual ultrapassa expectativas de apaziguamento. Para isso, enfatiza-se a necessidade de um método filosófico que leve em conta a antinegritude. Inicialmente, há um questionamento da ideia abstrata de humanidade e sua regulação de grupos humanos; em seguida, por meio da figura do “fantasma” como significante de um tempo passado, o qual dinamiza a atualidade por acentuar sistemas contemporâneos de exclusão. No segundo momento, aprofunda-se no termo “incorporação” para justamente ratificar como os corpos esquecidos pela modernidade, ao se apresentarem como protagonistas de suas epistemes, refazem a própria noção de filosofia em conexão com elementos culturais diaspóricos Esses dois momentos têm a intenção de responder à pergunta de Saidyia Hartman: “Para que fim o fantasma da escravidão é invocado?” Portanto, este ensaio busca evocar como as narrativas da escravidão não revelam apenas um passado distante, mas mostram que, como herdeiros de uma história de violência, os seres humanos estão imbricados em uma parte de rede de conhecimentos interrompidos. Submissão: 12/8/2025 – Decisão: 30/9/2025 – Revisão: 09/10/2025 – Publicação: 25/10/2025