- Autor
- Tiaraju Molina Andreazza
- Revista
- Revista Dissertatio de Filosofia
- Edição
- 57
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.15210/dissertatio.v57i.24826
- Páginas
- 91-116
- Idioma
- pt
Até que ponto temos a obrigação moral de sacrificar nossos interesses pessoais e o nossobem viver para beneficiar outros? Um desafio para qualquer teoria moral é responder a essa pergunta deuma maneira moderada. Uma resposta moderada reconheceria que o agente tem uma obrigação moralde atender às legítimas necessidades alheias, porém não de uma maneira que o impediria de se dedicara projetos e objetivos pessoais que orientam e dão significado à sua vida. O contratualismo moral deThomas Scanlon é defendido por seus proponentes como uma teoria moderada nesse sentido. Oobjetivo deste artigo é avaliar a plausibilidade dessa pretensão. Defenderei que as demandas dabeneficência, sob o contratualismo, parecem impor custos ao agente moral que são mais quemoderados. Concluo sugerindo que isso não deveria ser visto como devastador para o contratualismomoral.
