- Autor
- Rafaela Ferreira Marques
- Revista
- Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 10 / 1
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.5902/2179378636669
- Páginas
- 5-17
- Idioma
- pt
A questão da corporeidade enquanto presença original e originária ao mundo natural é o ponto principal deste trabalho. Para tanto são mobilizadas as teorias de Maurice Merleau-Ponty e de Simone de Beauvoir. Por ser nosso “ancoradouro no mundo”, o corpo é o que possibilita nossas experiências, sejam elas políticas, existenciais, sociais ou mesmo epistemológicas. Porém, exatamente por ser o meio de inserção no mundo o corpo se mostra também um limitador da liberdade, só que esse limite só é encarado de forma negativa por um pensamento objetivo que não aceita a ambiguidade como parte da experiência encarnada. Finalmente, refletimos sobre a situação da mulher, principalmente na obra de Beauvoir, a partir desses caracteres de potencialidades e limitações trazidas tanto pela corporeidade quanto pelo convívio necessário entre os sujeitos no mundo.
