CORPO, NIILISMO E AFIRMAÇÃO DA VIDA EM ASSIM FALOU ZARATUSTRA DE FRIEDRICH NIETZSCHE
Davi Andrade de Paiva
- Autor
- Davi Andrade de Paiva
- Revista
- Revista Paranaense de Filosofia
- Edição
- 6 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.33871/27639657.2026.6.1.12164
- Páginas
- 224-254
- Idioma
- pt
O presente trabalho pretende verificar como Nietzsche avalia a questão do corpo como uma força motriz capaz tanto da superação do niilismo agudo, isto é, devido à crise dos valores ocidentais e à décadence herdada da metafísica e do fanatismo da racionalidade, quanto de servir a uma reinterpretação da própria vida, afirmando-a, portanto, contra os ideais de abnegação e fuga postulados por aqueles pensadores considerados como enfermos e sofredores. Para tanto, passa a ser necessário um resgate propriamente do corpo de uma pretensa má-compreensão que o condenara e o marcara como cárcere e veículo de engano, colocando-o outra vez em seu devido lugar: de “grande razão”, esteira para o eu e fio-condutor da fidelidade à terra. Através disso, trata-se de demonstrar como Nietzsche resgata o corpo e coloca-o à luz de uma visão afirmativa da vida, recusando todo o desprezo e negação provenientes da décadence da cultura ocidental.
