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Corrigir a existência: a ética como estética em Albert Camus

Gabriel Ferreira da Silva

Autor
Gabriel Ferreira da Silva
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 14
Ano
2009
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v1i14p207-224
Páginas
207-224
Idioma
pt
2009Gabriel Ferreira da Silva. Corrigir a existência: a ética como estética em Albert Camus. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 14, p. 207-224, 2009.2

O percurso construído pelo pensamento de Albert Camus (1913-1960) perfaz uma unidade profunda entre Ética e Estética. Partindo de uma preocupação explicitamente ética, o autor acaba por ter de desenvolver uma antropologia filosófica, ou seja, um discurso sobre o homem que tem como núcleo um conceito que o reenvia àquilo que podemos chamar de dimensão estética para então, a partir daí, oferecer uma resposta àquele problema ético. Desse modo, pretendemos neste trabalho explicitar o caminho ao qual aludimos em três momentos: (a) a existência humana como problema ético; (b) o discurso camusiano sobre o homem que tem como núcleo a noção de Passion e, por fim, (c) a elaboração de um novo éthos, partindo da noção de Paixão, como resposta necessária ao problema existencial configurada como uma re-criação ou correção permanente, à semelhança do ofício do Artista.